quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Na última versão para o cinema dirigida por Joe Wright, o ator Matthew Macfadyen interpreta Darcy com tamanha intensidade que todos os seus gestos são completamente fieis a idéia de homem perfeito de Jane Austen. 




Pride and Prejudice (br/pt: Orgulho e Preconceito) é um romance da escritora britânica Jane Austen. Publicado pela primeira vez em 1813, na verdade havia sido terminado em 1797,antes de ela completar 21 anos, em Steventon, Hampshire, onde Jane morava com os pais. Originalmente denominado First Impressions, nunca foi publicado sob aquele título; ao fazer a revisão dos escritos, Jane intitulou a obra e a publicou como Pride and Prejudice.Austen pode ter tido em mente o capítulo final do romance de Fanny Burney, Cecilia, chamado "Pride and Prejudice".

A história mostra a maneira com que a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Elizabeth é a segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, em Hertfordshire, não muito longe de Londres.

Apesar de a história se ambientar no século XIX, tem exercido fascínio mesmo nos leitores modernos, continuando no topo da lista dos livros preferidos e sob a consideração da crítica literária. O interesse atual é resultado de um grande número de adaptações e até de pretensas imitações dos temas e personagens abordados por Austen.

Atualmente, acredita-se que o livro tenha cerca de 20 milhões de cópias ao redor do mundo.

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Enredo

No início do romance, Mr. Bingley, um jovem e saudável cavalheiro, aluga uma propriedade no campo chamada Netherfield, perto dos Bennet. Ele chega à cidade acompanhado de sua irmã, Caroline Bingley, e de um amigo, Mr. Darcy. Enquanto Bingley é bem recebido pela comunidade, Darcy mantém uma postura mais distante e desconfiada com relação às pessoas do campo. Bingley e Jane Bennet iniciam um relacionamento, a despeito das interferências inadequadas e embaraçosas de Mrs. Bennet e da oposição da irmã de Bingley, que considera Jane socialmente inferior. Enquanto isso, Elizabeth é “ferida” pela rejeição de Darcy durante uma dança local, e decide rebater a indiferença dele com sua perspicácia e espirituosidade.

Elizabeth começa, por sua vez, uma amizade com Mr. Wickham, um oficial que tem animosidades com Darcy. Wickham conta a ela que foi maltratado pelo mesmo, e Elizabeth imediatamente soma tais informações entre os motivos de seu ódio a Darcy. Ironicamente, mas sem o conhecimento dela, Darcy começa a se interessar, aos poucos, por Elizabeth.

Quando Bingley parece resolvido a propor casamento a Jane, ele deixa repentinamente Netherfield, deixando Jane confusa e desapontada. Elizabeth se convence de que as irmãs de Bingley e Darcy conspiraram para separar os dois apaixonados.

Após a partida de Bingley, Mr. Collins, o primo das Bennet que herdará Longbourn, chega e fica um tempo com os Bennets; ele é um clérigo apadrinhado de Lady Catherine de Bourgh, tia de Darcy, e além de ter vindo visitar sua patronesse, vem escolher, entre as irmãs Bennet, uma esposa. Mr. Bennet e Elizabeth não aprovam o seu comportamento egoísta e pedante; Collins se interessa por Jane, mas quando sabe de suas pretensões por Bingley, se volta para Elizabeth, a quem propõe casamento. Elizabeth o rejeita, para desgosto da inadequada Mrs. Bennet. Collins, então, propõe casamento para a amiga íntima de Elizabeth, Charlotte Lucas, que aceita.


Elizabeth conta a seu pai que Darcy foi responsável pela união de Lydia e Wickham. Esta é uma das duas ilustrações de Pride and Prejudice.O estilo das roupas revela, porém, que a ilustração foi feita mais tarde, nos anos 1830, e não na época do romance.

Na primavera, Elizabeth acompanha Charlotte e seu primo à paróquia de Kent, que é vizinha de Rosings Park, a grande mansão da tia de Mr. Darcy, Lady Catherine de Bourgh. Ao visitar Lady Catherine, Mr. Darcy encontra Elizabeth, e ela acaba descobrindo que ele foi a causa da separação de Bingley e Jane. Depois, Darcy admite seu amor por Elizabeth e se declara, mas essa o recusa, sob a alegação de ele ter separado sua irmã de Bingley.


Elizabeth conta a seu pai que Darcy foi responsável pela união de Lydia e Wickham. Esta é uma das duas ilustrações de Pride and Prejudice.[7] O estilo das roupas revela, porém, que a ilustração foi feita mais tarde, nos anos 1830, e não na época do romance.

Mediante a veemência das acusações de Elizabeth, Darcy lhe escreve uma carta, justificando suas ações. A carta revela, também, que Wickham dissipara seus bens, os quais o pai de Darcy concedera, e depois o acusara. Para se vingar da família de Darcy, Wickham seduzira sua jovem irmã Georgiana—para ganhar sua mão e a fortuna, persuadindo-a a fugir com ele—e depois a abandonara. Sobre Bingley e Jane, Darcy justifica suas ações sob a alegação de que Jane não parecia demonstrar reciprocidade no relacionamento com Bingley.

Darcy admite antevir desvantagens na ligação com a família de Elizabeth, especialmente com sua embaraçosa mãe e suas jovens irmãs. Após ler a carta, Elizabeth admite não depositar muita credibilidade nas ações de Wickham, e que suas primeiras impressões sobre Darcy podem não estar certas, e retorna para casa.

Alguns meses mais tarde, durante um passeio por Derbyshire com seus tios, Elizabeth visita Pemberley, a casa de Darcy. A caseira de Darcy, uma velha senhora que o criou desde a infância, presenteia Elizabeth e seus parentes com uma impressão benevolente e correta do caráter de Darcy. Inesperadamente, ele chega e trata Elizabeth e seus parentes com cordialidade, apresentando sua irmã Georgiana.

As relações entre Elizabeth e Darcy são interrompidas quando Lydia, a jovem irmã de Elizabeth, foge com Wickham que, na verdade, não tem planos de casar com ela. Tal fato pode significar a ruína da família dos Bennet. Sob a intervenção do tio de Elizabeth, porém, Lydia e Wickham se casam, e após o casamento, visitam Longbourn. Enquanto conversa com Elizabeth, Lydia comenta a presença de Darcy em seu casamento e, surpresa, Elizabeth acaba descobrindo que o verdadeiro responsável pelo casamento e pela salvação da honra de sua família foi Darcy.

Algum tempo depois, Bingley e Darcy retornam, Bingley propõe casamento a Jane, e há rumores de que Darcy proporá casamento a Elizabeth. Lady Catherine vai até Longbourn e confronta Elizabeth, ameaçando-a para que não aceite a proposta de Darcy. Elizabeth recusa obedecê-la e, quando Darcy a visita e lhe propõe casamento, ela aceita.

No capítulo final, o livro estabelece Elizabeth e Darcy em Pemberley, e Jane e Bingley em Netherfield. Elizabeth e Jane ajudam e incentivam Kitty a adquirir graça social e ensinam Mary a aceitar a diferença entre ela e suas irmãs, que são mais belas, ocupando-se de outras atividades. Em Pemberley, Elizabeth e Georgiana se tornam amigas. Lady Catherine fica irritada com o casamento do sobrinho Darcy, mas acaba, finalmente, aceitando.




Personagens



Elizabeth Bennet é a personagem principal, e o leitor observa os acontecimentos, na verdade, sob o ponto de vista dela.Segunda filha dos Bennet, aos 20 anos é inteligente, atraente, alegre e sincera, mas tem uma tendência a julgar as pessoas pelas primeiras impressões e, talvez, selecione algumas dessas impressões como base para seu julgamento. Quando a trama inicia, Elizabeth tem relações mais íntimas com seu pai, Jane, sua tia Mrs. Gardiner e a amiga Charlotte Lucas.


Ela é tolerável, mas não bonita o suficiente para tentar-me!".

Fitzwilliam Darcy é o protagonista masculino. Com 28 anos, solteiro, Darcy é o proprietário da famosa Pemberley, em Derbyshire. Bonito, alto e inteligente, mas socialmente mais reservado, seu decoro e retidão morais são vistos por muitos como um excessivo orgulho devido ao seu status social. Causa uma impressão ruim em estranhos, mas é muito valorizado pelos que o conhecem na intimidade.

Mr Bennet tem uma esposa e 5 filhas. Um culto e inteligente cavalheiro que não aprova a frivolidade da esposa e das 3 filhas mais novas. Tem um bom relacionamento com as duas filhas mais velhas, Jane e Elizabeth, as quais parece preferir em comparação às outras filhas e à esposa.

Mrs Bennet é a esposa de Mr Bennet e mãe de Elizabeth e suas irmãs. Frívola, ansiosa, inadequada e pouco inteligente, é suscetível a ataques, tremores e palpitações. Suas maneiras em público causam embaraço em Jane e Elizabeth. Sua filha favorita é a mais jovem, Lydia, a quem tudo permite.

Jane Bennet é a mais velha das irmãs Bennet. Tem 22 anos quando a história começa, e é considerada a mais bela jovem do local. Seu caráter contrasta com Elizabeth, pois é doce, reservada, sensível, mas não tem muita malícia, prefere ver apenas o lado bom das pessoas.

Mary Bennet é a mais franca das irmãs Bennet e prefere, ao invés de costura, a leitura; esforça-se para se instruir, mas não tem nem genialidade, nem gosto. No baile em Netherfield, ela embaraça sua família ao cantar muito mal.

Catherine "Kitty" Bennet é a 4ª irmã Bennet, tem 17 anos, é teimosa e tão tola quanto sua irmã Lydia, e vive à sombra dela.

Lydia Bennet é a mais jovem das irmãs Bennet, tem 15 anos, e é descrita como frívola e teimosa. Socialmente, gosta de flertar com os militares que estão alojados em Meryton. Domina sua irmã Kitty e é defendida, sempre, pela mãe. Após sua fuga e casamento com Wickham, ela não demonstra remorso pelo embaraço que suas ações causaram para a família, mas age como se tivesse feito algo maravilhoso, e como se suas irmãs tivessem inveja de sua situação.

Charles Bingley é um jovem cavalheiro que aluga uma propriedade em Netherfield, perto de Longbourn, no início da história. Tem 22 anos, é bonito, generoso, forte e contrasta com seu amigo Darcy por ser mais alegre, brincalhão e charmoso, ficando muito popular em Meryton. Bingley é, porém, facilmente influenciável pela opinião das outras pessoas.

Caroline Bingley é a irmã esnobe de Charles Bingley. Com intenções de se relacionar com Darcy, ela observa Elizabeth Bennet com muita inveja, e frequentemente dirige sutis ofensas à Elizabeth e sua sociedade.

George Wickham é um antigo conhecido de Darcy, de infância, e um oficial que está alojado perto de Meryton. Superficialmente charmoso, faz amizade rapidamente com Elizabeth Bennet, e comenta vários fatos sobre Darcy, incentivando a impopularidade dele na sociedade local; posteriormente, os fatos verdadeiros são revelados, mostrando ser Darcy a ter razão nas questões entre os dois.

William Collins, tem 25 anos, é clérigo e primo de Mr. Bennet, que não tem filhos homens, portanto, tem Collins como seu herdeiro. Austen o descreve como insensível e interesseiro, que se humilha e submete sob as ordens de Lady Catherine de Bourgh, a quem serve e venera. Considerado pomposo por Mr Bennet, Jane e Elizabeth, há rejeição de seu pedido de casamento com Elizabeth, porém essa se entristece quando sabe que sua amiga íntima, Charlotte Lucas, aceitou casar com ele, por interesse no status social.

Lady Catherine de Bourgh é uma aristocrata dominadora, ponderosa e orgulhosa, que humilha e é servida pelos que a rodeiam, entre eles Mr. Collins, que faz todos os seus desejos. Elizabeth, porém, não é intimidada por ela, que a ofende na tentativa de que Elizabeth não case com Darcy.

Mr Gardiner é irmão de Mrs Bennet, é um homem de negócios sensível e cavalheiro, que tenta ajudar Lydia quando ela foge com Wickham. Sua esposa tem bom relacionamento e amizade com Elizabeth e Jane. Jane fica em casa deles quando vai a Londres, e Elizabeth viaja com eles para Derbyshire, quando reencontra Darcy.


Inter-relações


Uma demonstração das interrelações entre as personagens de Pride and Prejudice.




Tema

Muitos críticos têm analisado o título como um dos pontos importantes na temática de Pride and Prejudice; contudo, Robert Fox considera fatores comerciais na escolha do título, pois, após o sucesso de Sense and Sensibility, nada mais natural do que oferecer outro romance do mesmo autor usando novamente a fórmula da antítese no título. E as qualidades indicadas no título não podem ser consideradas exclusivas de um ou outro protagonista: ambos, Elizabeth e Darcy apresentam “pride and prejudice".

Um dos temas mais persistentes dos trabalhos de Austen é a importância do ambiente e do crescimento do caráter e moralidade no desenvolvimento dos jovens.Situação social e riqueza não são necessariamente vantagens no mundo e, para Austen, os pais são ineficazes. Em Pride and Prejudice, a falha de Mr e Mrs Bennet (em especial a última) como pais acaba tendo como consequência a ausência de senso moral de Lydia; Darcy, por outro lado, apesar de ser honrado, é também vaidoso e arrogante.


Histórico


Lady Catherine confronta Elizabeth sobre Darcy, na página-título da primeira edição ilustrada, de Richard Bentley, 1833. Essa é a outra das duas ilustrações do romance.
Originalmente denominado First Impressions por Jane Austen, foi escrito entre outubro de 1796 e agosto de 1797.Em 1º de novembro de 1797 o pai de Austen mostrou o manuscrito para o editor Thomas Cadell, de Londres, mas foi rejeitado, ficou nas mãos de Austen.

Austen revisou o roteiro entre 1811 e 1812, e posteriormente mudou o título para Pride and Prejudice. Austen pode ter tido em mente o capítulo final do romance de Fanny Burney, Cecilia, chamado "Pride and Prejudice".No período entre a complementação de First Impressions e sua revisão, dois outros trabalhos foram publicados com o mesmo nome: um romance de Margaret Holford e uma comédia de Horace Smith.

Austen vendeu os direitos autorais do livro para Thomas Egerton, de Whitehall, por £110 (Austen tinha pedido £150).

Egerton publicou a 1ª edição de Pride and Prejudice em 3 volumes em janeiro de 1813, com uma 2ª edição em novembro daquele ano, e uma 3ª edição em 1817.

Foi traduzido na França em 1813, depois na Alemanha, Dinamarca e Suécia.Pride and Prejudice foi publicado pela 1ª vez nos Estados Unidos da América em agosto de 1832, como Elizabeth Bennet or, Pride and Prejudice. O romance também foi incluído na publicação da série de romances de Richard Bentley em1833. Uma edição escolar de R. W. Chapman do Pride and Prejudice foi publicado em 1923.



Recepção

O romance foi bem recebido na época, e Jan Fergus[13] o chama "her most popular novel, both with the public and with her family and friends", e David Gilson, em A Bibliography of Jane Austen (Clarendon, 1982), revela que Pride and Prejudice foi referido como “o romance elegante” por Anne Isabella Milbanke, esposa de Lord Byron.

Popularidade moderna

Em 2003 a BBC conduziu uma votação para o "UK's Best-Loved Book", em que Pride and Prejudice ficou em 2º lugar, depois apenas de The Lord of the Rings.

Em 2008, entre mais de 15.000 leitores australianos, Pride and Prejudice figurou como 1º em uma lista dos 101 melhores livros já escritos.



Cinema

1940 - Pride and Prejudice, estrelando Greer Garson e Laurence Olivier.
2001-  O filme “Bridget Jones's Diary” ("O Diário de Bridget Jones") é uma releitura        
             contemporânea do livro, estrelando Renee Zellweger como uma moderna               
             Elizabeth,e Colin Firth, novamente, como Mr. Darcy.
2003 - Pride & Prejudice: A Latter-Day Comedy, estrelando Kam Heskin e Orlando              
            Seale(as locações foram na Universidade Mormon, e foi dirigido por Andrew            
            Black.
2004 - Pride & Prejudice, estrelando Aishwarya Rai, Martin Henderson, Nadira Babbar         
            e Alexis Beldel. Produção de Bollywood, indústria do cinema indiano.
2005 - Pride and Prejudice, dirigido por Joe Wright e estrelando Keira Knightley            
            (indicada ao Oscar pela interpretação) e Matthew Macfadyen.


Televisão

1980 - Pride and Prejudice, estrelando Elizabeth Garvie e David Rintoul.
1995 - Pride and Prejudice, da BBC, feito para TV, estrelando Jennifer Ehle e Colin         
             Firth.


Teatro

1936 – Versão teatral criada por Helen Jerome no St. James's Theatre, em Londres,          
              estrelando Celia Johnson e Hugh Williams.
1959 - First Impressions foi uma versão musical da Broadway, estrelando Polly               
             Bergen, Farley Granger, e Hermione Gingold.
1995 – Um álbum musical escrito por Bernard J. Taylor, com Peter Karrie no papel de         
              Mr Darcy e Claire Moore no papel de Elizabeth. Bennet.
2008 - Jane Austen's Pride and Prejudice, The New Musical foi apresentado em                
             concerto em 21 de outubro em Rochester, Nova Iorque, com Colin Donnell como          
             Darcy.


Literatura

O romance inspirou vários outros trabalhos, que não são, exatamente, adaptações diretas.
Entre os livros inspirados em Pride and Prejudice podem ser citados:

Mr. Darcy's Daughters e The Exploits and Adventures of Miss Alethea Darcy, de Elizabeth Aston

Pemberley: Or Pride and Prejudice Continued e An Unequal Marriage: Or Pride and Prejudice Twenty Years Later de Emma Tennant

The Book of Ruth (ASIN B00262ZRBM), de Helen Baker

Precipitation - A Continuation of Miss Jane Austen's Pride and Prejudice , de Helen Baker

Pemberley Remembered, de Mary Simonsen

Mr. Darcy Takes a Wife, de Linda Berdoll.

Pride and prejudice and zombies, de Seth Grahame-Smith.

Pride/Prejudice, Ann Herendeen.




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