sábado, 13 de setembro de 2008

Filha da Libélula

Se hoje voo livre
Eu devo a ti minhas asas
Oh pequena libélula, não me prive
De vê- la voar sobre as águas rasas!

Tão pouco tempo tem de vida...
Só vives para teu voar...
Pequena libélula querida!
Não ouse me abandonar!

Não voe pequena libélula!
Seu voo pra longe vai levar!

São quinze as tuas fases...
Apenas por quatro ultrapassou...
Em teus voos ainda nem sabes,
O quanto de ti em mim deixou!

Se hoje voo a liberdade
Se ganho o firmamento...
Foi sua grande bondade
Que me foi ensinamento!

O voo é a libertação!
Mas não me coloque no esquecimento!

Por isso, pequena libélula...
Não voe pra longe assim!
Minha alma é assim tão bela,
Porque voaste pra mim!

O bater de tuas asas a voar
Foram as páginas onde aprendi...
A nunca desistir e sonhar
Hoje tenho asas graças a ti!

Bata suas asas e voe grande!
Mas não voe pra longe de mim!

Libélula não me deixe sozinha
Ainda preciso vê- la voar!
A luz do firmamento atrai, pequena minha...
Mas se voar pra longe
Como vou me guiar?

Dedicado a minha mãe Alice!
Guerreira, lutadora e corajosa que enfrenta pela segunda vez o câncer!
Orgulho em ser dua filha!

Recando das Letras:
Alma Nua, São Paulo, 13 de Setembro de 2008, 15:45

Um comentário:

Marcy Cage disse...

Quer mesmo saber? Estou sem palavras de tamanha emoçao ao ler esse lindo texto que escreveu a sua mãe, sim uma guerreira que da forma dela te amo imensamente.

Sou tua fã, e serei a primeira a comprar uma edição do "Alma Nua"

Coisinha tu sabe conte comigo, te amo forevermente.